Não confunda o Avatar com o Dobrador de Ar

Desde que li notícias sobre o filme baseado na série da Nickelodeon Avatar: The Last Airbender achei interessante e procurei notícias. Conheci o desenho quando estava pesquisando para um projeto de desenho animado que estava envolvida e acabei me envolvendo com a história e assistindo aos episódios. Apesar de ser uma série infantil, Avatar me cativou pela mitologia e complexidade de alguns personagens como o príncipe Zuko. As crianças, com certeza, vêem pelas piadas e aventura, mas há muito mais por trás daqueles traços alegres. Uma grande carga dramática que envolve responsabilidades, preconceitos raciais, genocídio, noções de equilíbrio e valor da vida humana.

Quando soube que o diretor seria Manoj Nelliattu Shyamalan, fiquei ainda mais interessada, com certeza não sairia dali um filme tosco já que o indiano é cuidadoso e caprichoso em suas produções. Só que, então, comecei a ver notícias sobre Avatar, o filme de James Cameron. Não entendi nada.

Pesquisando descobri que realmente eram dois filmes. Passado a sensação de ignorância, já que parece que James Cameron já tinha registrado esse nome anos antes do desenho, fiquei me perguntando quantos fãs brasileiros da série animada não poderiam estar fazendo a mesma confusão.

Avatar James Cameron
Na verdade, o filme do eterno diretor de Titanic conta a história de um planeta chamado Pandora e um fuzileiro naval que vai parar nele, acaba se apaixonando por uma nativa e ficando no meio da guerra entre os terrestres e os habitantes do planeta Pandora que se sentem ameaçados.

Avatar James Cameron
É um dos filmes mais aguardados do ano porque promete ser completamente revolucionário na técnica de 3D, prometendo uma imersão total na aventura. Só aguardando para ver como será.

Amanda Aouad

Crítica afiliada à Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA) e especialista em Cinema pela UCSal. Roteirista profissional desde 2005, é co-criadora do projeto A Guardiã, além da equipe do Núcleo Anima Bahia sendo roteirista de séries como "Turma da Harmonia", "Bill, o Touro" e "Tadinha". É ainda professora dos cursos de Comunicação e Artes da Unifacs e professora substituta da Facom/UFBA.

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