À Espera de Rogue One

Rogue One - filme - Star Wars

Para os fãs de Star Wars isso vai soar desnecessário, mas sinto que preciso começar esse texto alertando aos desavisados: Rogue One não é uma continuação de O Despertar da Força. A estratégia da Disney foi completar a nova trilogia de dois em dois anos (Episódio VIII em 2017 e Episódio IX em 2019) e entre eles expandir ainda mais o universo criado por George Lucas.

Há dois lados nessa estratégia, claro. A expectativa do que acontece com Rey, Finn e tudo que vimos ano passado pode se esfriar. E para o público em geral, pode até dificultar a criação de empatia. Porém, é indiscutível que os fãs da Saga são tão numerosos quanto as possibilidades de expansão desse universo. E qualquer coisa com o selo Star Wars vai levar multidões aos cinemas.

A expansão do universo ficcional da Saga não é novidade. Já tivemos séries animadas e livros diversos ampliando nossa compreensão desse mundo que parece ir muito além da trajetória da família Skywalker. No cinema, no entanto, é uma novidade. E a Disney não pretende parar por aí. A história de Han Solo já está confirmada para 2018. E há rumores que em 2020 vem uma sobre Boba Fett.

Rogue One - filme - Star WarsRogue One, para quem ainda não sabe, conta a história da jornada de um grupo de rebeldes para descobrir os planos de construção da Estrela da Morte pelo Império. Ou seja, acontece um pouco antes do Episódio IV – Uma nova esperança. São esses planos que a princesa Leia esconde em R2D2 logo no início e que gera toda a aventura que vimos no filme de 1977.

Deverá ser um filme diferente de tudo que estamos acostumados a ver na Saga e o motivo maior é o fato de ser o primeiro sem os cavaleiros Jedi. A mitologia desse mundo mágico, de certa forma, dará lugar a pessoas de carne e osso, tornando a aventura mais palpável, mas também mais tensa. Talvez o nome “Guerra” nunca tenha sido melhor empregado que aqui.

Então, listei aqui os cinco pontos que considero mais interessantes para essa estreia. O sucesso do filme pode pautar o que virá no futuro em relação a Saga. As possibilidades estão na mesa. Vamos torcer para vir coisa boa.

Cinco motivos para ver Rogue One:

Rogue One - filme - Star WarsO verdadeiro prequel de Uma Nova Esperança
Sempre ouvimos que um grupo de rebeldes se sacrificou para trazer as informações preciosas sobre a Estrela da Morte. Agora, podemos vê-los na tela grande e entender um pouco mais do que está por trás de tudo isso.

Ausência de Cavaleiros Jedi
Star Wars, Cavaleiro Jedi e Sabre de Luz parecem coisas indissociáveis. Ver um filme onde eles não aparecem é algo curioso. Os heróis não são os lendários controladores da Força, mas pessoas comuns, o que gera também uma tensão maior e um perigo maior de morte, mesmo já sabendo que os planos chegarão nas mãos da rebelião.

Presença de Darth Vader
Quando a Disney comprou Star Wars já tinha avisado que não se desfaria de seu personagem mais icônico. E eis que ele retorna as telas. As aparições nos trailers foram tímidas e não se sabe ao certo o quanto ele participará da aventura, mas esse é, talvez, o ponto que mais anima os fãs, rever o vilão na tela grande.

Rogue One - filme - Star WarsInício de uma Antologia
Algo novo está se iniciando, independente das três trilogias que narram a trajetória da família Skywalker. O motivo parece óbvio, mas é sempre bom reforçar. O fato de ser uma expansão do universo ficcional de Star Wars gera curiosidade por si só. Ver as possibilidades que a saga traz, as bifurcações, os pontos que ficaram subentendidos, tudo isso instiga. E o melhor é perceber que isso pode render ainda diversos filmes.

Nem tão diferente
E apesar de tudo que foi dito sobre as diferenças do filme para as trilogias, algo parece ser o tom e continua presente na Saga: o embate entre pai e filhos. A protagonista Jyn Erso é filha do homem que criou a Estrela da Morte como fica claro no segundo trailer. Parece que o universo Star Wars bebe mesmo na fonte dos gregos. Então, é se preparar para mais uma aventura épica.

Amanda Aouad

Crítica afiliada à Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA) e especialista em Cinema pela UCSal. Roteirista profissional desde 2005, é co-criadora do projeto A Guardiã, além da equipe do Núcleo Anima Bahia sendo roteirista de séries como "Turma da Harmonia", "Bill, o Touro" e "Tadinha". É ainda professora dos cursos de Comunicação e Artes da Unifacs e professora substituta da Facom/UFBA.

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