45 anos depois: Como estão as crianças de A Noviça Rebelde

A Noviça Rebelde - originalEm 2 de março de 1965, Nova York via sua premiere de The Sound of Music. Curiosamente, o Brasil foi o 5º país a receber o filme em 3 de maio do mesmo ano, com o singelo nome de A Noviça Rebelde. Não sei onde os responsáveis por títulos de filmes brasileiros encontram tanta criatividade. Mas, o que importa é que 45 anos depois, ainda assistimos e nos emocionamos com a história de Maria e a família Von Trapp. Já expus toda a minha paixão pelo filme ao analisar a clássica cena do Dó, Ré, Mi. Apesar de adorar o filme e já ter perdido as contas de quantas vezes assisti, nunca havia me perguntado o que tinha acontecido com as sete crianças do longa. Até que essa semana me deparo com um vídeo instigante e compartilho com vocês.

A Noviça Rebelde - adultos - Clique para ampliarApós vê-lo fiquei com a sensação de tempo passado. “Nossa, 45 anos e eles ainda estão aí, vivendo em função do papel…” Fui então, buscar na internet algo que desse notícias maiores sobre os sete atores. Se é que eles ainda são atores. Foi assim que encontrei essa matéria da Globo.com que acho que não vale repetir aqui. Visitem o portal e descubram o que eles estão fazendo hoje. A maioria participou de comerciais e séries de televisão, um ou outro fez algum filme após o sucesso de A Noviça. Charmian Carr (1), que interpretou a filha mais velha Liesl foi quem mais lucrou com o papel chegando a lançar dois livros: “Para sempre, Liesl” e “Cartas para Liesl”.

Levando em consideração que Christopher Plummer também, apesar de uma extensa carreira no cinema e na televisão, nunca mais teve um papel tão forte quanto o Capitão Von Trapp, ficou para a estrela Julie Andrews a responsabilidade de não tornar o filme quase uma maldição na carreira de todos. Apesar de Maria ser mesmo o marco em sua carreira, ela já tinha feito Mary Poppins que lhe rendeu um Oscar. E ainda iria fazer o clássico Victor ou Victoria e o que, para mim, foi seu melhor papel em Dueto Só Para Um (Duet for One), uma pérola não-musical que poucos conhecem.

Amanda Aouad

Crítica afiliada à Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA) e especialista em Cinema pela UCSal. Roteirista profissional desde 2005, é co-criadora do projeto A Guardiã, além da equipe do Núcleo Anima Bahia sendo roteirista de séries como "Turma da Harmonia", "Bill, o Touro" e "Tadinha". É ainda professora dos cursos de Comunicação e Artes da Unifacs e professora substituta da Facom/UFBA.

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