Idas e Vindas do Amor

Idas e Vindas do AmorTodos os anos temos comédias românticas explorando o Dia dos Namorados ou simples histórias de princesas. Idas e Vindas do Amor vai ainda mais além, sendo uma espécie de cópia de Simplesmente Amor, filme inglês bem simpático, que por sua vez usa a mesma fórmula de Corações Apaixonados que de todos tem o melhor roteiro por cruzar as situações aos poucos.

Histórias paralelas que podem ter uma relação ou não, caminhando para um esperado final feliz. O grande trunfo do filme de Gary Marshall é o elenco. Não é todo dia que se reúne em um mesmo projeto: Ashton Kutcher, Kathy Bates, Anne Hathaway, Jamie Foxx, Jessica Alba, Jessica Biel, Bradley Cooper, Shirley MacLaine, Patrick Dempsey, Topher Grace, Queen Latifah, Taylor Swift, Taylor Lautner, George Lopez, Eric Dane, Hector Elizondo, Jennifer Garner, Emma Roberts e Julia Roberts. O roteiro de Katherine Fugate, no entanto, não ousa muito, tornando as ligações previsíveis. A única exceção ficou por conta do desfecho do personagem de Bradley Cooper.

São dez histórias, algumas bobas, outras engraçadas, uma Sessão da Tarde divertida, diria assim. Mas, fraca diante do que poderia ser. Há cenas ótimas como a do restaurante, ou o repórter entrevistando o casal de adolescentes, mas outras ridículas como a do garoto nu com o violão ou Anne Hathaway em suas peripécias ao telefone. As situações também são um pouco inverossímeis, ou sei lá, é tradição americana passear no cemitério no Dia dos Namorados?

Ashton Kutcher e Jennifer GarnerNo elenco, Patrick “McDreamy” Dempsey continua sendo médico e mulherengo. Ashton Kutcher faz um florista abobalhado, Anne Hathaway uma atendente de disque-sexo, Jessica Alba completamente sem sentido e Júlia Roberts faz uma capitã do exército com uma personalidade pouco definida. Entre outros estereótipos, Jennifer Garner é o único respiro, com uma personagem um pouco mais trabalhada, ainda assim, nada de grande destaque.

É aquele tipo de coisa, não se pode exigir de um filme mais do que ele possa dar. É uma comédia romântica, sem compromisso, feita para divertir casais apaixonados. E cumpre seu papel, apesar de não trazer nenhuma novidade para o gênero.

Amanda Aouad

Crítica afiliada à Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA) e especialista em Cinema pela UCSal. Roteirista profissional desde 2005, é co-criadora do projeto A Guardiã, além da equipe do Núcleo Anima Bahia sendo roteirista de séries como "Turma da Harmonia", "Bill, o Touro" e "Tadinha". É ainda professora dos cursos de Comunicação e Artes da Unifacs e professora substituta da Facom/UFBA.

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