Quentin Tarantino: Símbolo de uma geração

Quentin TarantinoQuando Cães de Aluguel estreou em 1992, o mundo cinematográfico percebeu a fagulha de um gênio sendo criado. Um dos principais representantes da nova geração de diretores hollywoodianos, Quentin Tarantino despontou no cenário independente com uma forte marca autoral baseada em roteiros não-lineares, diálogos marcantes e muita violência. Se com Cães de Aluguel ele chamou a atenção do mundo, com Pulp Fiction, marcou definitivamente seu nome na história do cinema. Hoje é reconhecido como um dos melhores diretores de sua geração.

Sua marca é tão forte que um curta foi criado brincando com uma teoria de que todos seriam, na verdade, um único filme. Trata-se de Tarantino’s Mind, estrelado por Selton Mello e Seu Jorge em um diálogo hilário. Confiram:

Bastardos IngloriosAgora, a expectativa está em torno de Bastardos Inglórios, filme sobre um grupo de soldados que organizam pequenos e brutais atos de vingança contra os nazistas, visando derrubar o regime. Segundo Brad Pitt, este é o filme “definitivo sobre o holocausto” e o sucesso da película em todo mundo antecipou sua estreia brasileira para dia 09 de outubro.

Para quem é do Rio de Janeiro, uma grande vantagem. A pré-estreia ocorrerá durante o Festival do Rio que está acontecendo desde o dia 24 de setembro. E o melhor, com a presença do próprio diretor no dia 07 de outubro.

Ao resto do país, resta esperar o dia 09 para conferir se o filme é tudo isso que estão anunciando e constatar se é a chance de Tarantino finalmente ganhar um Oscar pela sua direção (já que Pulp Fiction ganhou apenas na categoria roteiro). Sendo sobre o holocausto, já tem uma grande chance.

Amanda Aouad

Crítica afiliada à Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA) e especialista em Cinema pela UCSal. Roteirista profissional desde 2005, é co-criadora do projeto A Guardiã, além da equipe do Núcleo Anima Bahia sendo roteirista de séries como "Turma da Harmonia", "Bill, o Touro" e "Tadinha". É ainda professora dos cursos de Comunicação e Artes da Unifacs e professora substituta da Facom/UFBA.

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