É Natal

Chegou o Natal, todas as televisões falam e passam filmes sobre o tema, desde lendas do Papai Noel, passando pelo nascimento do Cristo e mensagens diversas com famílias reunidas. Pode ser clichê, mas é bom que pelo menos uma vez no ano a gente pare para pensar em valores como amor, solidariedade e família. Além dos tradicionais Milagre na rua 34, Meu papai é noel, Esqueceram de mim, Os fantasmas contra-atacam, O Grinch, entre outros (a lista seria imensa), gostaria de indicar e comentar um em especial: Natal Branco.

Aparentemente um musical romântico, tão comum na época, com o velho clichê “moço conhece moça – moço perde moça – moço recupera moça”. Porém, há algo em Natal Branco que vai além do melodrama, das músicas envolventes com coreografias bem trabalhadas e da produção cinematográfica dominante. Ele traz um espírito de solidariedade e compaixão capazes de traduzir o verdadeiro espírito de Natal. Dois ex-combatentes da guerra, formam uma dupla de sucesso em musicais até que encontram o ex-general do grupo, descobrindo que ele está com problemas financeiros, e resolvem ajudá-lo. Sem precisar de criancinhas puras e velhinhos do Pólo Norte, Natal Branco mostra que todos nós podemos ser melhores e fazer pelo outro algo que gostaríamos que fizessem por nós.

Esta é a mensagem que o Natal deveria trazer. Sem querer entrar no mérito religioso, já que estamos falando de cinema, não posso deixar de passar essa mensagem. Afinal, todos os anos paramos para comemorar o nascimento do Cristo, mesmo que não sejamos cristãos. Alguns por hábito familiar, outros pelo costume do comércio e ainda aqueles que têm fé e acreditam na mensagem que esse homem nos passou há mais de 2 mil anos: o amor. “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”, ele disse. E foi tudo que ele nos pediu. Por isso, que pelo menos no Natal a gente possa fazer esse esforço de nos tornarmos pessoas melhores.

Um Feliz Natal a todos.

Amanda Aouad

Crítica afiliada à Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA) e especialista em Cinema pela UCSal. Roteirista profissional desde 2005, é co-criadora do projeto A Guardiã, além da equipe do Núcleo Anima Bahia sendo roteirista de séries como "Turma da Harmonia", "Bill, o Touro" e "Tadinha". É ainda professora dos cursos de Comunicação e Artes da Unifacs e professora substituta da Facom/UFBA.

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